Em locais onde os romanos já esmagavam uvas, mosteiros famosos, caves profundas e armazéns antigos são testemunhas das muitas histórias da grande tradição de vinhos da Alemanha. Preciosidades como o vinhedo mais antigo do mundo, o de Götz von Berlichingen, o maior tonel de vinho do mundo e muitos outros destaques da cultura do vinho esperam por você!
Adega estatal Hofkeller Würzburg: labirinto no porão
Essa adega tem dimensões dignas de recorde: a adega estende-se por uma área de 4557 metros quadrados sob Bischöflichen Residenz in Würzburg . Com sua sala de espelhos e suas escadarias com afrescos de Tiepolo, o prédio poderoso na superfície é o mais extraordinário de todos os castelos barrocos e foi nomeado patrimônio mundial pela Unesco em 1981.
Elas são a marca registrada da região vinícola de Weinbauregion Saale-Unstrut : as casinhas nas encostas de vinhedos. Em poucas regiões na Alemanha há uma concentração tão grande de casas, barracos e, às vezes, até verdadeiras mansões. A região cuida das diversas centenas de casinhas de vinhedos em toda a sua área, entre elas verdadeiras joias de sua época.
Centro de logística do vinho Bacharach: a casa do deus Bacchus
Essa cidade já tem Bacchus no nome: dizem que Bacharach vem do celta "Baccaracum" - o que significaria então quinta de Baccarus - ou do latim "Bacchi ara" -e isso significa "Altar de Bacchus". A história do vinho marcou também a paisagem da cidade: inúmeras casas antigas de enxaimel, em torno da praça histórica Marktplatz demonstram isso.
No centro da grande curva do Reno fica também a maior região vinícola coesa do Médio Reno: Bopparder Hamm. O nome tem origem provavelmente do latim "hamus", o que significa gancho e faz referência à forma em S da famosa curva do Reno. São produzidos anualmente aqui cerca de 600.000 litros de vinho - quase exclusivamente Riesling.
Nem mesmo no Mosel as encostas são tão íngremes: com uma inclinação de até 60 graus nas encostas, Calmont é a área de cultivo de vinho mais inclinada da Europa. Essa encosta com cerca de 290 metros de altura entre as cidades de Bremm e Ediger-Eller, no Mosela, surgiu há 400 milhões de anos, durante a era devoniana, e é formada sedimentos rochosos de ardósia, quartzito grauvaca.
Castell: o príncipe prepara o caminho para o Silvaner
Um marco na história da localidade de Castell, na Francônia, foi o 6 de abril de 1659: foi então que o oficial da propriedade do condado de Castell, Georg Körner, mandou plantar novas videiras aos pés da montanha do castelo em Castell - masn não qualquer tipo de videira: um mensageiro tinha trazido no dia anterior "25 estacas austríacas" do vilarejo de Obereisenheim para Castell.
Eles são uma famosa atração do público, ainda que hoje exista apenas o último exemplar deixado para ser visto: os grandes barris no Heidelberger Schloss . Entre outras visitas ocorridas entre 1591 e 1751, o teólogo e perseguidor de bruxas Anton Praetorius também apreciou um dos quatro barris depois da visita a Heidelberg. O mais antigo é o chamado Barril Johann-Casimir, com um volume de 127.000 litros.
Centro de Visitantes Kupferberg, em Mainz: o prazer do espumante
Saborear um espumante refrescante tem uma longa tradição em Mainz . A antiga adega de espumantes Kupferberg, sobre o bairro de Kästrich, em Mainz, é dona de 60 adegas em sete andares subterrâneos. Com isso, elas são também a adega de espumantes mais funda do mundo. Durante trabalhos realizados nos porões de Kupferberg, foram encontrados objetos de 2.000 anos.
Cidade vinícola de Deidesheim: cultura alemã de vinhos de qualidade
Aqui foi produzido o primeiro vinho com predicado de qualidade da região vinícola Pfalz e foi que saíram contribuições decisivas para formar a política de vinicultura alemã e mundial - não há praticamente outra cidade que tenha tanto direito de se intitular "Protetores da cultura vinícola" como Deidesheim, no Palatinado, com sua tradição dda produção de vinho de cerca de 2.000 anos.
Espremedeira romana de Piesport: onde se pisava no vinho
Aqui os romanos pisavam no vinho do Mosela – literalmenteh: em Piesport, no Mosel , foi encontrada a maior espremedeira romana ao norte dos Alpes. Isso aconteceu em 1985, durante obras no terreno. Diretamente aos pés da famosaencosta de "Piesporter Goldtröpfchen" foi encontrada uma instalação de 44 por 20 metros do século IV depois de Cristo.
Cultivo do vinho, desde a Idade Média até hoje - em nenhum outro lugar isso é demonstrado melhor do que no museu ao ar livre de Bad Sobernheim an der Nahe . Fundado em 1973, o museu no pitoresco vale Nachtigallental é o maior do gênero na Rheinland-Pfalz , com 35 hectares e cerca de 60.000 visitantes por ano. O cotidiano dos vinicultores é vivenciado através dos prédios de residência e produção, além de um vinhedo próprio do museu.
Onde hoje cresce um Riesling excelente, havia antes uma mina de cobre, que funcionou até 1901. O vinhedo de Schlossböckelheimer Kupfergrube (que em alemão significa mina de cobre) leva esse nome justamente por isso. Em 1901, o estado da Prússia fundou a vinícola Niederhausen e comprou o terreno da quinta Gut Hermannsberg, no Nahe. Dois anos mais tarde, as primeiras videiras de Riesling puderam ser plantadas.
Hoflößnitz: garrafas tipo "Sachsenkeule" e festas do vinho
Esse é realmente o berço da vinicultura da Saxônia: na vinícola Hoflössnitz, os príncipes saxões já festejavam suas vindimas e aqui foi inventada a famosa "Sachsenkeule", uma garrafa típica da região, com formato claviforme. Além do mais, a região abriga uma tradição de 600 anos de vitivinicultura.
No Lago de Constança crescem as videiras mais ao sul da Alemanha: em Reichenau, hoje mais conhecida como "Ilha dos legumes". A vinicultura foi a base econômica dos agricultores através dos séculos. As primeiras vinhas foram plantadas pelo abade Hatto I., do mosteiro de Reichenau, no ano de 818. A água do Lag de Constança agre como reservatório de calor, transmitido para as videiras principalmente no outono e no inverno.
Os restos de um vulcão extinto há 15 milhões de anos são a base do vinho em Ihringen, Kaiserstuhl, que cresce de forma extraordinária sobre a lava. O cultivo do vinho no município de Kaiserstuhl existe desde 962 – no mínimo. É provável que os romanos já cultivassem vinho aqui, afinal, Kaiserstuhl é a região de videiras mais ensolarada e quente da Alemanha.
Esta deve ser a mais antiga imagem moderna de uma garrafa do tipo Bocksbeutels: sobre o relevo da fundação da vinícola Juliusspital encontra-se no centro, entre os pés do visitante, uma garrafa bojuda. Talvez fosse um recipiente medicinal, talvez também uma Bocksbeutel, mas o fato é que o relevo é tido como o mais antigo comprovante da existência de uma garrafa do tipo Bocksbeutel na era moderna.
Kessler, em Esslingen: a mais antiga adega de espumantes
A marca de champanhe Veuve Cliquot pesoalmente foi a padrinha: em 1° de julho de 1826, Georg Christian von Kessler fundou em Esslingen am Neckar a primeira produtora de espumantes na Alemanha. O empresário tinha aprendido o ofício na Champagne. Já nos primeiros dez anos, Kessler veida cerca de meio milhão de garrafas.
Livro ilustrado de pedra: folhas de album para o vinho
Na época do rococó, eram moda as folhas de álbum escritas ou ilustradas, dedicadas ao vinho ou à caça. Em frente aos portões de Naumburg, em Blütengrund, junto ao bairro Großjena, há um álbum do gênero, mas em formato inesperado -doze relevos de arenito de cor, em formato natural, sobre uma área de 200 metros.
O berço das cooperativas vinícolas fica em Mayschoß no Ahr . Em 20 de dezembro de 1869 18 vinicultores fundaram aqui a primeira cooperativa vinícola da história do cultivo do vinho. A associação de vinicultores tem hoje 320 membros, que cultivam uma área de 121 hectares de vinhedos. 60% dessa área está ocupada com Spätburgunder na Rotwein-Land Ahr , em 20% crescem uvas Riesling.
Mosteiro Eberbach: o vinho dos monges cistercienses
Há poucas edificações que representem tão bem uma cultura vinícola centenária como o Kloster Eberbach , junto a Eltville, em Rheingau . O Mosteiro Eberbach tornou-se rapidamente um dos maiores e mais importantes mosteiros da Alemanha – graças ao suco das videiras. As uvas trazidas da Borgonha, da variedade Pinot Noir (Spätburgunder), tornaram-se o primeiro sucesso de exportação da cultura vinícola de Rheingau.
Provavelmente nenhum outro lugar na Alemanha contribuiu tanto para conservar a história da vinicultura como o Kloster Lorsch na hessischen Bergstraße . Inúmeras localidades até Baden , alcançando a Franken e Rheinhessen , podem acompanhar sua história do cultivo do vinho até os primórdios da Idade Média - graças ao Kloster Lorsch , hoje UNESCO-Weltkulturerbe .
Museu da Vinicultura Meersburg: Heilig Geist Torkel
O museu ganhou seu nome graças à "Torkel", a espremedeira de vinho: "Heilig Geist Torkel". Ele foi instalado em 1961 nas dependências do antigo hospital Heilig-Geist (Espírito Santo) de Meersburg. Em Meersburg, a vinicultura está documentada oficialmente desde 1324, a área abrange hoje cerca de 120 hectares e fornece cerca de um milhão de litros de cinho. O que torna possível o cultivo de vinho nessa região, com altura até 500 metros acima do mar, é o clima ameno.
Niersteiner Glöck: a mais antiga demarcação vinícola
"Glöck" é uma das demarcações famosas da chamada Roter Hang (encosta vermelha) e é também a demarcação vinícola mais antiga da Alemanha. Isso é provado por uma escritura de doação do ano de 742. Sem dúvida, o vinhedo recebeu seu nome graças à igreja e seus sinos (Glocken, em alemão) – mas se o motivo foi o badalar dos sinos, ou porque o tocador dos sinos era pago com o vinho da demarcação, isso ninguém sabe.
Oestrich: histórico guindaste de carregamento de vinho
Monumento à cultura do vinho, o histórico guindaste de carga e descarga de vinho é um símbolo da cidade vinícola e cultural Oestrich-Winkel. Uma construção de enxaimel com tábuas escuras fica às margens do Reno, dando prova da antiga tecnologia de carga e descarga de navios. Oestrich foi sede do escritório central e ponto de guindastes durante 350 anos. Daqui saíam os barris de vinho Rheingau para o resto do mundo.
Pfedelbach: barris principescos e adegas senhoriais
Nessa paisagem, as espremedeiras de vinho marcam os caminhos: entre Öhringen e Pfedelbach havia antes oito espremedeiras. Elas chamavam-se Pfaffenkelter, Meisenkelter ou Wacholderkelter. A maioria desapareceu, mas pedras fundamentais ainda mantém a lembrança viva.
Relógios do sol nos vinhedos: a medida de horas alegres
Eles são a medida do decorrer do dia e tão antigos quanto a humanidade: até o início do século XIX, os relógios de sol eram sinônimo simplesmente de relógio, pois não havia nenhum outro tipo. O princípio era simples: um eixo é fixado paralelamente ao eixo da terra e sua sombra, então, indica na superfície abaixo, montada sobre o vinhedo, a posição do sol e, com ela, as horas e minutos.
Rhodt/Rietburg: o mais antigo vinhedo ainda produtivo
Essas vinhas são verdadeiras veteranas: o "Rhodter Rosengarten" (jardim de rosas de Rhodt) já tem mais de 400 anos - e continua produzindo vinho. Contam que o vinicultor na cidadezinha vinícola Rhodt unter Rietburg já existia antes da Guerra dos 30 Anos, que ocorreu entre 1618 e 1648.
Rotkäppchen Sektkellerei: história com barril cuvée
O espumante com a tampa vermelha é uma marca registrada da Alemanha: espumante Rotkäppchen Sekt. Os irmãos Moritz e Julius Kloss fundaram juntos com seu amigo Carl Foerster. em 26 de setembro de 1856, o comércio de vinho Kloss {UND} Foerster em Freyburg an der Unstrut. As primeiras rolhas de champanhe estouraram em 17 de junho de 1858.
Ruína do mosteiro Disibodenberg: as videiras mais antigas
Ele ficou famoso através de Hildegard von Bingen , mas Disibodenberg, em Odernheim, no rio Nahe , tem também uma história centenária de cultivo do vinho: as videiras mais antigas da Alemanha. Há indícios que apontam para videiras romanas na encosta sul da montanha de Disibodenberg. Desde o século XI, o vinhedo do mosteiro tem produzido uvas viníferas sem interrupção.
Schloss Johannisberg: o castelo onde nasceu o Spätlese
Esse era o destino do lendário cavaleiro da colheita tardia, a "Spätlese": Schloss Johannisberg , próximo a Geisenheim, em Rheingau . O vinho é cultivado aqui desde o ano de 817, há cerca de 300 anos o Riesling predomina. Dessa forma, a vinícola é uma herança monumental da difusão do Riesling. O vinhedo fica exatamente sobre a linha dos 50 graus de latitude, que está marcada bem no centro das videiras.
Schloss Wackerbarth: a primeira vinícola de aventuras
Estilo saxão selecionado - esse sempre foi um lema no castelo Schloss Wackerbarth. Isso começa com seu construtor, o marechal de campo e conde imperial Christoph August von Wackerbarth, e ainda não termina na atual vinícola de aventuras, a única na Europa. Ela é conhecida muito além da fronteira da Sachsens – não só pelos seus vinhos, mas também pelos seus excelentes espumantes.
Traben-Trarbach, a cidade do Art Noveau e do comércio do vinho
Um verdadeiro monumento à importância do comércio de vinho no Mosel , isso é a cidade de Traben-Trarbach no Médio Mosela, conhecida também como cidade art noveau. Por volta de 1900, a cidadezinha no vale do Mosela era o mais importante centro de comércio de vinho do mundo, após Bordeaux. Para ter espaço suficiente de armazéns, foram construídos porões sob grande parte do centro da cidade.
Sob os telhados vermelhos, nas encostas de vinhedos em torno da cidade distrital e balneário de Bad-Dürkheim, esconde-se um verdadeiro tesouro: uma espremedeira de quase 2.000 anos, do tempo dos romanos. O equipamento é o único do gênero entre o Palatinado Sul e o Mosel . Sua descoberta durante escavações feitas em obras urbanas nas proximidades do bairro de Ungstein, em 1981, foi uma sensação.
Vinho romano, em Speyer: o mais antigo vinho líquido
Ele é o mais antigo vinho do mundo ainda conservado - e continua líquido. O Museu Histórico do Pfalz , em Speyer, guarda um dos maiores tesouros da cultura vinícola na Alemanha: uma vinho do ano de 325 AC, aproximadamente, conservado em uma garrafa de vidro cilíndrica esverdeada com duas alças aplicadas na forma de golfinhos.
Uma é o mais antigo vinhedo com denominação própria, o outro é a mais antiga vinícola de um hospital na Alemanha: o vinho de Stein foi produzido durante séculos no hospital "Bürgerspital zum Heiligen Geist" e ainda hoje as duas ordens religiosas mantém uma profunda simbiose - no hospital está armazenado um dos vinhos mais antigos e ainda líquidos na Alemanha: um vinho "Steinwein" da safra de 1540.
Vinícola Burg Hornberg: a segunda mais antiga vinícola
O famoso Götz von Berlichingen já cultivava vinho aqui: durante 45 anos, o cavaleiro imperial da francônia viveu com mão de ferro no castelo Burg Hornberg, próximo a Neckarzimmern. O cavaleiro, que ficou famoso graças às suas lutas na Guerra do Fazendeiros da Suábia, também cultivava vinho no seu castelo, e de forma tão bem sucedida que vendia o seu "Neckarwein - Schleckerwein" (algo como vinho Neckar - vinho gostoso) até a corte do imperador em Viena.
Mosteiro Marienthal: vinícola em construção histórica
O convento de freiras das augustinas, próximo a Dernau, foi o mosteiro mais antigo no Ahr . Em 1137 foi fundado o Kloster Marienthal e, aparentemente, a vida não era fácil para as religiosas: os anais documentam processos e brigas com as comunidades vizinhas, e o rio Hubach provocava enchentes constantemente.
A herança da era romana - aqui, ela pode ser sentida de perto: a origem da adega mais antiga da Alemanha, na vinícola Vereinigte Hospitien, em Trier , remontam ao ano de 330. Naquela época, havia dois grandes armazéns chamados de "Horrea" nesse local, nas margens do Mosela. Seus muros de até oito metros de altura, com buracos de tiros nos tijolos, estão conservados até hoje.
Wein und Stein: onde o vinho e a arte se encontram
Existe aqui uma combinação ímpar entre vinho e arte: na trilha educaional "Wein und Stein" em Heppenheim an der Bergstraße, a história da cultura do vinho é contada através de obras de arte. Ao longo de 6,9 quilômetros, você encontra um total de 70 estações sobre o tema vinicultura, provavelmente um record na Alemanha. Mesmo passando dias aqui, ainda não se aprende tudo sobre vinho.
Worms é uma cidade vinícola desde que os romanos vieram para o Reno. Na Idade Média, a lenda de Nibelungen já louvava o bom vinho no reino da Borgonha, em Worms. A preferência por esses vinhos foi passada nos séculos seguintes para todos os regentes em Worms, religiosos ou não, e atravessou suas fronteiras. São famosos principalmente os vinhos das videiras de Liebfrauenstift-Kirchenstück.