Orquestras clássicas – uma longa tradição

A Alemanha tem hoje cerca de 50 grandes orquestras sinfônicas ¬– e mais ou menos o mesmo número de orquestras de câmara e orquestras juvenis. A tradição desses conjuntos musicais chega a ser centenária. Grandes compositores, regentes e solistas marcaram o alto nível musical das orquestras alemãs.
Bayerisches Staatsorchester

A orquestra mais antiga de Munique é a orquestra estatal da Ópera e do Balé do estado da Baviera. A história da orquestra estatal da Baviera, a Bayerisches Staatsorchester, remonta até orquestra da corte de Munique, a Hofkapelle, no século XVI. A primeira encenação de uma ópera, em 1653, quatro estreias inéditas de Wagner e a introdução do Festival de Ópera em 1875 dão provas da grande tradição que acompanha esta orquestra. O atual diretor musical geral é o maestro americano Kent Nagano, que em 2013 será substituído por Kirill Petrenko.

Filarmônica de Berlim

A orquestra sinfônica mais premiada da Alemanha (entre outros com 9 Grammys) teve sua origem em uma orquestra de entretenimento de Berlim, em 1882. Brahms, Tschaikowsky e Grieg foram alguns de seus primeiros maestros convidados. Desde 1963, a Filarmônica de Berlim está sediada no prédio de mesmo nome, Philharmonie, junto ao Tiergarten. Pioneiros da era dos CDs (sob a direção de Herbert von Karajan), eles ficaram mundialmente famosos também como embaixadores da UNICEF (sob a direção de Sir Simon Rattle).

Filarmônica de Dresden

O Filarmônica de Dresden tem sua sede no Palácio da Cultura mas se apresenta também nas igrejas de Dresden, no Albertinum, no teatro ou no Museu Alemão de Higiene. A carreira dessa orquestra, com excelente reputação, começou em 1870 e entre os maestros que passaram por ela há nomes como Carl Schuricht e Kurt Masur. Sua história recente inclui turnês até a Ásia, a América do Norte, Central e do Sul e a estreia da 9a. Sinfonia de Schnittke (2008).

Filarmônica de Hamburgo

A Sociedade Filarmônica de Concertos era o centro mais poderoso da música em Hamburgo desde sua fundação em 1828. Depois da fusão com a Orquestra da Ópera de Hamburgo (1933), maestros como Jochum, Keilberth, Sawallisch e Metzmacher dirigiram e deram à Filarmônica de Hamburgo importância mundial. Isso se destaca também nas apresentações com maestros convidados, como Prokofiew ou Strawinsky, estreias internacionais contemporâneas (p. ex. Nono, Kagel) e turnês internacionais até o Japão.

Filarmônica de Munique

A Filarmônica de Munique foi fundada em 1893. Até 1944, os músicos tinham sua própria sala de concertos na rua Türkenstrasse, onde foram apresentadas várias estreias de Mahler e Bruckner. Desde 1985, a orquestra está abrigada na Filarmônica em Gasteig – e esteve sob a direção de maestros famosos como Celibidache, Levine, Thielemann e (a partir de 2012) Lorin Maazel. Os músicos da filarmônica já atuaram várias vezes como embaixadores musicais da Alemanha no exterior.

Orquestra Gewandhaus Leipzig

A maior orquestra profissional do mundo, em número de integrantes, é também a mais antiga orquestra de concertos da Alemanha que surgiu da tradição de uma cidade e não de uma corte. A Orquestra Gewandhaus de Leipzig tocou com grandes nomes, como Mozart, Chopin, Schumann e Wagner, e realizou a estreia de muitas obras sinfônicas, de Beethoven até Schnittke. O 19° diretor musical da Gewandhaus, desde que essa função foi instituída na mesma, em 1781, é o italiano Riccardo Chailly.

Orquestra Sinfônica Alemã, Berlim

A Orquestra Sinfônica Alemã de Berlim surgiu em 1946 como orquestra de rádio da emissora de Berlim Ocidental RIAS. Até 1953, ela foi financiada pelos Estados Unidos e a partir de 1956 passou a cooperar também com a rádio SFB. Seu primeiro maestro, o austríaco Ferenc Fricsay, já deu ao seu repertório uma forte influência de peças contemporâneas. A DSO,como ficou conhecida a orquestra, apresenta-se principalmente na Filarmônica de Berlim e levou aos palcos, pela primeira vez, obras de György Ligeti e John Adams, entre outros.

Orquestra Sinfônica da rádio Bayerischer Rundfunk

A Orquestra Sinfônica da Rádio Bávara, a Bayrische Rundfunk, fundada em 1949, já recebeu várias vezes o prêmio de melhor orquestra do mundo. Principalmente a série de música nova, intitulada "Musica Viva" e instituída por K.A. Hartmann, contribuiu com diversas estreias inéditas para a fama da orquestra. Maestros titulares de grande reputação, como Eugen Jochum, Rafael Kubelik, Sir Colin Davis, Lorin Maazel e seu atual sucessor, Mariss Jansons, sempre garantiram a maior qualidade.

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